sexta-feira, 18 de julho de 2014

Blog Abertamente - Introducao escrita para a sequencia de Yoga para Cefaleia ( posturas por Karina Grecu - Prof Iyengar Yoga )

cefaléias - enxaqueca e outras dores de cabeça
por Dra Maria Silvia B. F. de Moraes
As dores de cabeça são conhecidas há centenas de anos  e acompanharam a historia da humanidade.
Achados de crânios pré-históricos com orifícios sugerem algum método de tratamento primitivo para alivio de prováveis dores de cabeça. Há desenhos do Antigo Egito com sacerdotes aplicando ervas e outros tratamentos sobre a cabeça de pessoas, provavelmente tentando livra-los deste mal.
O termo cefaléia é utilizado para designar qualquer dor de cabeça, podendo ser ou não uma enxaqueca. As cefaléias são inicialmente divididas em cefaléias primarias - nas quais as dores são a própria doença - e secundárias, causadas por outra patologia como uma sinusite, por exemplo .
A origem da palavra enxaqueca é árabe (jaqueca) e em nosso pais usamos o termo médico migrânea . Sinônimo de enxaqueca, migrânea, vem do grego antigo e significa "metade do crânio", pois as enxaquecas - migrâneas -  apresentam-se caracteristicamente como uma  dor de grande intensidade, latejante, predominando em um dos lados da cabeça.
A migrânea  é o tipo mais frequente e incapacitante de cefaléia que acomete a população mundial: atinge cerca de 20 por cento das mulheres e 5 a dez por cento dos homens.Pessoas que apresentam este tipo de cefaléia tem como causa fatores genéticos hereditários, havendo sempre uma incidência familiar. 
Além desta predisposição genética,  os desencadeantes mais comuns são as mudanças nos  hábitos de vida - alterar horários de sono ou de alimentação por exemplo; fatores alimentares (apenas em alguns alimentos específicos);  odores intensos como perfumes doces e variações dos ciclos hormonais, no caso das mulheres. Estresse, privação de sono e fadiga também podem desencadear uma crise. Outros fatores externos também podem ser desencadeantes como mudanças no clima e temperatura ambiente, mudanças de altitude e luminosidade excessiva.
Alterações no estilo de vida podem ser capazes de controlar os sintomas como:
- dormir bem em horários regulares;
- não jejuar por mais de 4 horas;
- ingerir bastante água;
- não se expor ao sol quando este estiver muito forte;
- evitar exposição a odores fortes e a cigarros;
- no caso das mulheres, aconselhamento e orientação quanto ao ciclo hormonal quando necessário.
Quanto mais saudável a alimentação e mais adequada a rotina, menor a chance de se desencadearem as  crises. O controle do estresse com práticas de meditação e Yoga traz resultados já muito bem comprovados, assim como a pratica regular de atividade física aeróbica, como a caminhada.
AQUI você vai encontrar uma sequência completa de posturas para te ajudar a combater esse distúrbio.
Dra Maria Silvia B. F. de Moraes é membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, da American Headache Society e da International Headache Society, além de praticante de Yoga.

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